Longe de casa longe dos pais! Capitulo 8 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 8

Escrito por Diana Polizzo | 557
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 8


O sol já estava se pondo. Eu e Alê sentamos em uma das pedras do Arpoador. Tirei os sapatos, e molhei meus pés na água. A deliciosa sensação da agua salgada em contato com a minha pele me fez tomar uma atitude um tanto quanto vergonhosa: Entrei na água com roupa e tudo.
Debatia-me e brincava feito uma pata. Os banhistas que observavam a cena certamente pensariam que não tinha modos. Contudo, a última preocupação naquele momento eram com modos. Alê me observava de longe, com jeito materno e angelical. Nunca me senti tão livre.
- Vem! – gritei a Alê.
Ela olhou para os lados, tirou os sapatos, e entrou na água. Aproximou-se do local onde eu estava. Com o anoitecer, o mar começava a agitar. Estendi a minha mão para que Alê se apoiasse e chegasse facilmente à mim. Ela se aproximou com dificuldade pelo fluxo contrário das ondas. Deslizou suas mãos em meu braço, me abraçando repentinamente. Senti um forte calor percorrendo meu corpo. O pudor, que havia desaparecido, voltou. Olhei para os lados; um homem idoso nos observava.
- Já está anoitecendo...! Você tem aula na faculdade, não é? – disse, criando uma desculpa para que Alê se afastasse de mim.
Alê afastava os fios de cabelo que permaneceram no meu rosto.
- Não se preocupe... Não irei pra aula hoje!
- Você pode se prejudicar...
- Não foi você que queria curtir a vida...? Então, estou curtindo com você...! Agora cale a boca e vamos aproveitar o momento antes que anoiteça!
Alê se aproximou e deu um beijo em minha testa. Segurou minha mão e me levou para outro ponto da praia, longe dos outros banhistas.
- Sabe nadar? Que tal apostarmos uma “corrida” daqui até o outro lado das rochas? Se você ganhar, te pago um cachorro quente!
- Fechado!
Nadamos até o outro ponto da praia. Acelerava o máximo que podia para tentar chegar primeiro que Alê. Ela foi ficando para trás, enquanto eu permanecia com as braçadas. Pouco tempo depois, me afastei de Alê. Olhei para trás, mas não a vi.
- Alê?! – gritei. Ela não apareceu. Gritei mais uma vez.
- Alê, cadê você? Alê! Aparece, porra...!
Comecei a me desesperar. Alê sumiu repentinamente por entre as ondas. Temi que tivesse se afogado.
- Alê! Me responde!
Me debati na água, na esperança de sentir seu corpo submerso. Estávamos em um ponto onde os outros banhistas não conseguiam nos ver. Ainda desesperada, nadei de volta para o outro lado das rochas. Porém, senti que algo me afundou repentinamente.
- Socorro! – gritei.
Minha visão estava confusa e embaralhada. De repente, vi Alê surgir debaixo da água. Ela me segurava pela cintura e ria.
- Porra, você está maluca!!!! – gritei, irritada. Alê continuava a rir. Xinguei meia dúzia de palavrões.
- Achou que eu tinha me afogado, é?
Você não presta, sua filha da puta!

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