Longe de casa longe dos pais! Capitulo 7 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 7

Escrito por Diana Polizzo | 518
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 7


Eu e Alê passamos o final de semana elaborando currículo e listando agências de emprego para a entrega. Na segunda-feira, levantamos bem cedinho e saímos de casa. Fomos de trem.
Alê me disse coisas terríveis sobre andar de trem. Que as composições eram velhas, sucateadas, que haviam homens mal intencionados se esfregando nas mulheres, superlotação e por aí vai. Fui obrigada a discordar: Em São Paulo, a coisa é infinitamente pior.
- Pelo jeito que me falou dos trens daqui, achei que iria para o inferno...
- Mas você está no inferno! – ela riu.
Chegamos a Central do Brasil. Tirei algumas fotos no local onde foi gravado o filme de Walter Salles.
- Só você mesmo para tirar fotos neste lugar horroroso! – implicou.
Caminhamos por uma extensa e movimentada rua. Alê ia me mostrando os principais pontos.
- Este é o Campo de Santana, onde ocorreu a Proclamação da República e a Revolta da Vacina (...) No final da avenida fica a Igreja da Candelária, construída em 1609... Foi palco de uma chacina de moradores de rua em 1993.
- Credo!
- Vamos entrar agora na Rua da Alfândega, a principal rua de comercio popular aqui do Rio. (...) Agora estamos na Avenida Rio Branco, o centro financeiro e administrativo daqui.
Muitos homens de terno e mulheres bem vestidas caminhavam pelo local. Haviam também, muitas pessoas humildes.
- Nada é páreo para Sampa!
- Engraçadinha, né?!
Visitamos algumas agências de emprego e entregamos os currículos em todas elas. Até o final da manhã, já havíamos entregado muitos. Paramos em um restaurante de fast food. Mais tarde, continuamos a caminhada.
- Veja, Clara! Ali está o Museu de Belas-Artes e a Biblioteca Nacional! (...) O prédio na outra rua é o Teatro Municipal!
Atravessei a rua como uma criança entusiasmada. Subi as escadarias do teatro, mas os portões estavam fechados.
- Clara, o teatro está fechado! São 15h da tarde...
- Podemos vir qualquer dia desses?
- Claro...! No dia que você estiver com grana no bolso para bancar o preço dos ingressos, a gente vêm. – Alê fez um sorriso debochado. – Veja, ali é a Cinelândia... E lá que vamos pegar o ônibus para Ipanema!

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