Longe de casa longe dos pais! Capitulo 3 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 3

Escrito por Diana Polizzo | 574
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 3



O taxista estacionou o carro em frente ao prédio. Enquanto Júnior retirava as malas do

taxi, eu observava minha nova vizinhança. Havia uma grande movimentação de carros e ônibus na pista, porém, o fluxo de pessoas era muito pequeno. Fiquei intrigada e perguntei a Junior:

- Essa ruazinha é sempre tão calma assim?

O taxista tomou a iniciativa:

- Espera só escurecer para você ver...

- É estranho sair de Sampa e parar em uma ruazinha tão parada... – Junior dizia, enquanto pegava minhas malas. Mas não se preocupe, aqui perto há muitos bares e restaurantes e isso aqui ferve durante a noite!

Fiquei empolgada com o fervo noturno. Sempre gostei de sair à noite, embora meus pais não deixassem.

- A senhorita quer me fazer o favor de me ajudar...? – reclamou Júnior.

Achei engraçado e ri. Ajudei meu novo “chofer” a descarregar a bagagem. Júnior pagou a corrida ao taxista e o cara se mandou. Então, entramos no prédio.

O local era antigo. Não havia sequer elevador funcionando. O piso, escuro e mal conservado, assim como as paredes, precisavam de uma reforma urgente. No teto, faltavam algumas lâmpadas. Junior disse que o edifício fora construído na década de 1970... Abrigavam muitas pessoas idosas, além de adultos que passavam a maior parte do dia no trabalho.

Subimos as escadas – eu, com uma mochila extremamente pesada nas costas, e Júnior, com outra bolsa, igualmente pesada, mas que parecia uma pena nos braços daquele grandalhão. Passados dois longos lances de escada, Junior parou em frente ao apartamento: A minha nova casa.

- Chegamos! – disse.

Junior bateu na porta. Esperamos por alguns segundos, até que ouvimos o barulho dos ferrolhos. A porta se abriu, e uma menina apareceu. Era Alê.

- Maria Clara? – disse, dirigindo-se diretamente a mim. Tinha um lindo sorriso.

Envergonhei-me, por alguma razão. Senti um frio na minha barriga.

- Esta é a Alessandra, minha namorada, e sua atual companheira de apê! – disse Junior.

Alê me pegou pelo braço e me puxou para dentro do apartamento. Suas mãos estavam quentes, embora certamente, tivesse acabado de sair do banho. Seus cabelos estavam molhados.

- Prazer!

Alê me abraçou. Senti seus longos cabelos loiros em meu rosto. O cheiro, doce, agradável, próprio, a pele macia e quente... Os seios dela em contato com os meus... O frio na barriga voltou - dessa vez, irradiando-se para minhas pernas. Senti um calor dentro do peito.

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