Longe de casa longe dos pais! Capitulo 29 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 29

Escrito por Diana Polizzo | 1003
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 29


Era minha última noite no apartamento. Minhas malas estavam arrumadas; Na noite seguinte, já estaria dormindo em minha cama. Apesar do vazio que sentia, tinha a certeza de que estava fazendo a coisa certa.
Alê estava na sala, deitada sobre o braço do sofá. Não dizia uma palavra sequer. Acompanhava minha movimentação, em busca de algum item que poderia estar perdido. Quando anoiteceu, ela se arrumou e foi para a faculdade.
Eu ainda estava acordada quando ela chegou. Não consegui dormi. Permaneci na cama, revirando-me de um lado a outro. Ouvi todos os seus passos dentro do apartamento... na cozinha, sala, banheiro. Apagou as luzes da sala e por lá ficou. Dormiria ali mesmo.
Comecei a me dar conta do que estava fazendo, e, relutei a pensar sobre minha atitude.
- Alê! – gritei, sem pensar.
Ouvi passos seguindo lentamente até o quarto. A porta se abriu.
- Vem dormir comigo...
Ela deitou-se ao meu lado, envolvendo seu braço em minha cintura. Seu corpo estava frio. Senti sua respiração forte e ofegante e, ao mesmo tempo, um frio no estomago. Suas mãos percorreram a minha nuca e, em seguida, os seus lábios, quentes e macios. Uma forte excitação tomou o meu corpo. Lentamente, trilhava meu pescoço com pequenas mordidas e sucções. O contato com seus lábios provocava mais excitação. Podia ouvir sua respiração profunda e ofegante.
Ao chegar próximo aos meus lábios, Alê desviou-se. Senti uma pequena frustação. Com uma de suas mãos, Alê percorreu meu abdome, fazendo voltinhas em meu umbigo. Devagar, levou sua mão até o meu púbis, entrando em minha vagina. Não contive a emoção e acabei soltando um gemido. Fechei os olhos, enquanto Alê continuava. Acabei gozando.
Continuamos a noite explorando nossos próprios corpos. Eu torcia para que os minutos se prolongassem, e que as horas se congelassem. Sentia-me livre e sem qualquer tipo de pudor. Fazia frio, e o contato com o corpo nu de Alê me provocava calor. Depois do orgasmo, dormi, ao lado de Alê. Não conseguia sentir minhas pernas. Ainda sonolenta, pedi a Alê que me beijasse. Sua língua, invadindo minha boca me acendeu, novamente. Continuamos, até o amanhecer.
Ás oito horas da manhã, acordei, pensando em tudo que havia acontecido. Eu e Alê, juntas, sem roupas, naquela cama. Nunca sequer tinha me envolvido com outra mulher. Foi algo tão diferente, estranho, e onírico, que pareceu nunca ter acontecido. E seja como for, terminaria ali. Nunca mais voltaria a falar com Alê, e tem sequer tocar o nome dela. Ela continuaria com Junior, e eu, guardaria tudo aquilo em minhas lembranças, à sete chaves, sem contar para ninguém.
Levantei, tomei banho, penteei os cabelos. Entrei no quarto, novamente, para pegar as malas. Olhei mais uma vez para Alê – a última. Ela dormia profundamente, como um anjo. Queria toca-la mais uma vez, mas tive medo que acordasse. Nossa história iria terminar. Não gostaria que me visse sair.
Atravessei a sala, com todas aquelas bagagens. O apartamento bagunçado, aconchegante, e antigo. Saí, tranquei a porta e empurrei a chave para o seu interior, através do vão da porta. Aquelas lembranças nunca mais seriam reabertas.
O táxi me aguardava em frente à portaria do prédio.

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