Longe de casa longe dos pais! Capitulo 22 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 22

Escrito por Diana Polizzo | 735
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 22


Arrependi-me pela forma grosseira que falei com Alê. Ela estava bem alterada pelo fato de Vítor ter me ligado. Entretanto, fui muito rude com ela. Queria lhe pedir desculpas.
As horas viraram séculos até que a noite caísse. Alexandre havia viajado a negócios e levado Virgínia consigo. Passei o dia realizando tarefas referentes a outros setores. Tive até um tempinho para almoçar; Comi em um restaurante todo chiquezinho, próximo à Presidente Wilson. O céu estava carregado de nuvens escuras – ia cair um temporal.
Saí do escritório às 17h, debaixo de um “pé d’agua”. Peguei o trem, mesmo com toda a agitação e excesso de passageiros. Mesmo assim, cheguei em casa quase oito horas da noite. Alê já tinha saído para a faculdade. Resolvi ficar acordada assistindo TV, até que ela voltasse. Mas acabei cochilando no sofá.
Eram quase 22h quando acordei do cochilo. Alê certamente não tinha saído ainda. Peguei as cobertas e os travesseiros e fui para o quarto. Peguei no sono novamente.
Acordei subitamente, no meio da madrugada. Ainda sonolenta, tateei o celular por entre os travesseiros. Eram duas da madrugada. O apartamento estava escuro, porém, a luz do banheiro permanecia acessa. Tinha certeza que Alê estava lá dentro. Estranhamente, ouvi sussurros e gemidos de lá de dentro. Retomei o estado de alerta. No percurso entre a sala e a cozinha, algumas peças de roupas estavam jogadas no chão. Peguei uma delas, e percebi que se tratava de peças masculinas. As roupas de Alê também se misturavam entre elas.
Para tentar confirmar o que meus sentidos já tinham percebido, aproximei o ouvido da porta do banheiro. Os gemidos ficaram cada vez mais audíveis. No vão, debaixo da porta, eu conseguia ver quatro pés, ao invés de dois. Agora, não tinha mais dúvidas: Tinha um cara no banheiro, junto com a Alê. A conversa entre os dois, que começara na sala, tomou outra proporção. E terminou dentro do nosso banheiro.
Durante alguns minutos, perdi a noção do espaço. Voltei para o quarto, ainda sem acreditar no que tinha presenciado. Fui invadida por uma confusão de sentimentos, que não sabia explicar. Senti vontade de chorar. E chorei, intensamente, no escuro do quarto. Tive medo que os dois ouvissem.

____

Às 19 horas do dia seguinte, retornei a chamada recebida há dois dias.
- Alô? Vitor?
- Oi, amor! Como vai?
- Vou sair agora do trabalho? Você vem me buscar?
- Claro que sim! Daqui há pouquinho estou chegando aí...

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