Longe de casa longe dos pais! Capitulo 16 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 16

Escrito por Diana Polizzo | 498
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 16


Abri os olhos. A cama, a mesinha de cabeceira e o travesseiro, mais macio do que o habitual não eram aqueles que eu já havia me acostumado. Levei um tempo para perceber que não estava no apartamento. Chamei por Alê.
Virei-me para o lado, e percebi que não havia ninguém no quarto. Senti uma forte pressão na cabeça, e uma dor nos olhos. Alguns minutos depois, uma onda subiu minha garganta. Levantei-me da cama, correndo, mas não deu tempo de chegar ao banheiro. Acabei vomitando no chão.
Dei-me conta que estava nua. Minhas roupas estavam espalhadas pelo chão. Senti vontade de chorar. Então, voltei para cama. Na mesinha de cabeceira oposta, havia um bilhete, uma rosa, e algumas notas de dinheiro. Peguei o bilhete.

Minha querida,
Você não imagina o quão triste me sinto por não vê-la acordar, mas preciso ir ao trabalho. Tive a melhor noite da minha vida... Vou te ligar.
Vítor
OBS: A conta já está paga. Deixo dinheiro do taxi!

Imaginei a cara que o fujão faria caso me visse vomitar no chão do motel. Então, fiz um esforço para me levantar. Abri minha bolsa, jogada em cima de uma poltrona e peguei o celular. Estava desligado. Quando liguei o aparelho, levei um susto – quarenta ligações não atendidas. Todas da Alê.

___

O taxista me deixou em frente ao apartamento. Subi as escadas devagar, pois ainda sentia uma forte pressão na minha cabeça. Peguei a chave escondida debaixo do tapete e abri a porta. Quando entrei, procurei por Alê. O apartamento estava vazio. Deduzi que estava na casa de Junior. Peguei roupas limpas e fui direto para o chuveiro.
Quando saí do banheiro, ouvi a porta do apartamento se abrindo. Era Alê, com a mesma roupa de ontem. Com uma jaqueta, cabelos despenteados e maquiagem borrada – o rímel escorreu pelo seu rosto – pareceu surpresa quando me viu.
- Onde você se meteu? – gritou.
Não acreditei no que ouvia. Alê falava comigo como se fosse minha mãe!
- Procurei por você no bar inteiro! Liguei milhares de vezes e você não atendeu... Porra, por que você sumiu desse jeito???!
Ainda não conseguia acreditar no comportamento de Alê. Fiquei quieta.
- Acabei de vir da polícia, mas não quiseram registrar queixa...! Olha a situação que você me fez passar!
- Não acha que está exagerando? – perguntei.
- Exagerando? Você some, não dá satisfação, passa a noite inteira fora e desliga o celular... E acha que estou exagerando?
Me irritei com Alê. A dor de cabeça aumentou ainda mais.
- Queria te lembrar de que, eu e você não temos qualquer tipo de laço ou parentesco... Portanto, eu posso fazer o que quiser da minha vida sem lhe dar satisfações!
Alê se assustou com minha resposta. Ficou imóvel, sem dizer uma palavra se quer. Entrei no quarto, fechei a porta e dormi.

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