Longe de casa longe dos pais! Capitulo 15 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 15

Escrito por Diana Polizzo | 596
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 15


- Já tomou caipirinha? – ele perguntou.
- Nunca!
O homem virou-se para o barman. Pediu duas caipirinhas.
- Sabe como é feita? Meio limão, uma dose de cachaça, açúcar e gelo...
- Nunca tomei cachaça na minha vida!
- Então se prepare, pois o gosto é forte!
O barman trouxe as bebidas. O homem pegou um copo e me deu. Tomei um gole, e senti um líquido quente rasgando minha garganta.
- Ai! Que horror...
Ele riu.
- Você fica linda até fazendo careta!
Não sabia o que dizer. Resolvi mudar o assunto.
- Qual seu nome?
- Desculpe, não me apresentei... Meu nome é Vitor!
Ficamos sem assunto por alguns minutos.
- Você não é carioca, não é?
- Não! Sou paulista!
- Legal (...) Seu sotaque te entrega...! Mas... Está no Rio há muito tempo...?
- Não...! Estou aqui há pouco tempo. Quero estudar teatro...
- Sério? Existem tantas escolas boas em São Paulo... ! Quis um pouco de aventura, não é?
- Sim... Gosto de conhecer pessoas novas!
- E está gostando do Rio?
- É bastante complicado... Achei que seria fácil arrumar um emprego, mas vejo que não...
- Teus pais não bancam seus estudos?
Não queria falar sobre meus pais.
- Não quero depender deles...
Depois de alguns minutos, comecei a me preocupar. Já estava ficando tarde. Olhei para o relógio: Quinze minutos para uma.
- Está preocupada em chegar tarde em casa?
- Não... Estou preocupada com meus amigos...
- Aquele casal que estava com você?
Assustei-me com a observação de Vitor. Ele, provavelmente, não tirou os olhos de mim a noite toda.
- Sim...
- Eu posso leva-la em casa, se quiser!
- Eu acabei de te conhecer... Como posso saber se não é nenhum assaltante ou estuprador?
Vitor riu, nervoso.
- O máximo que posso fazer é te sequestrar por essa noite... Mas para te roubar alguns beijos... Posso?
Fiquei um pouco constrangida. A conversa com Vítor e os goles de caipirinha me deixaram um pouco relaxada. Ele tinha um papo maravilhoso, além de ser bem atraente. Adoraria beijá-lo e, quem sabe, transar com ele. Lembrei-me de Alê.
“Não fizemos nada demais... Dançamos... só isso! Somos amigas, nada além disso...”
Pedi a Vitor que me levasse em casa. No caminho, paramos no motel.

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