Longe de casa longe dos pais! Capitulo 10 - Amor e Saudade

Longe de casa longe dos pais! Capitulo 10

Escrito por Diana Polizzo | 712
Longe de casa longe dos pais! Capitulo 10


As semanas se passavam como duas tartarugas disputando uma corrida. Eu e Alê passávamos manhã e tarde juntas, e a noite, ela ia para a faculdade. A relação com o Júnior estava meio estremecida, mas mesmo assim, ele aparecia de vez em quando.
Eu andava com meu celular para todo o canto, verificando chamadas não atendidas; Estava à espera de um telefonema entrevista de emprego. Tanto o Júnior, quanto a Alê, compravam jornais e deixavam em casa, para que eu pudesse ver as ofertas nos classificados. Eu já estava começando a me sentir um peso. Não imaginava que fosse tão difícil encontrar uma vaga!
Estava assistindo televisão quanto a campainha tocou. Eram quase 22h, e Alê ainda estava na faculdade. Olhei pelo “olho mágico”. Era Júnior. Então, abri a porta e ele entrou. Sentou no sofá.
- Alê ainda não voltou! – disse à ele.
- Eu sei... Vou esperá-la... – disse, com uma expressão entristecida.
Tenho que admitir que formei um péssimo conceito à respeito de Júnior. Ele, com todo aquele jeitão musculoso, forte e tatuado, não passava de um menininho doce, brincalhão e apaixonado. Sentia um amor imenso por Alê. E não era difícil perceber que Alê não o correspondia da forma que ele certamente desejava.
Queria conversar a respeito, mas não sabia como.
- O que aconteceu com você? Parece triste? – perguntei.
Júnior não olhou para mim. Mantinha os olhos fixos na TV.
- Cansaço... Só isso! – me respondeu.
Eu continuava curiosa. Queria que ele me contasse o que aconteceu. Mas resolvi não insistir. Permanecemos um longo período em silencio, assistindo TV.
- Está gostando do Rio? – Júnior quebrou o silêncio.
Pensei um pouco antes de responder...
- Sim...
Júnior me imitou, com uma expressão cômica.
- Sim... – Isso tudo porque está gostando! Imagine se não estivesse...
- Achei que encontraria emprego fácil, fácil...! – disse.
- E em qual parte do Brasil você encontra emprego fácil, fácil?
Ele me convenceu... Continuamos em silêncio. Na TV, assistíamos uma reportagem sobre os principais polos gastronômicos da cidade. O local exibido era um boteco.
- Conhece a Lapa?
- De Sampa?
- Não, daqui!
- Não...
- É o berço da boemia carioca... Roda de samba, pagode, gafieira, salsa, funk, música eletrônica... Tudo junto e misturado... Quer ir qualquer dia?
- Claro... Vamos marcar sim! Não aguento mais ficar trancada neste apartamento sem fazer nada!
Júnior riu.
- Vou falar com a Alê...! Vou pegar o carro do meu pai e levar vocês... Tenho certeza que vai gostar...

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